Com vocês, Eduardo Martini

Muito acessível, Eduardo Martini nos respondeu o e-mail com a entrevista minutos após termos enviado. Essa é uma característica muito forte do ator, que está sempre correndo com diversos projetos, mas sempre encontra um tempo para atender às solicitações.

Com uma voz receptiva e atenção a cada palavra dita, a sensação é que ele parou tudo para se dedicar a você. É uma lição de humildade, carisma e educação.

Comemorando 40 anos de carreira, Eduardo Martini estreou no dia 1º de novembro o espetáculo Papo com o Diabo, no Teatro Itália. Com tantos anos em cena, a Oribá Soluções Criativas o procurou para conversar sobre as dificuldades que os atores enfrentam no Brasil hoje, investimentos das empresas e a diferença entre fama, sucesso e felicidade – tema da palestra que Eduardo Martini tem feito em grandes feiras e eventos empresariais.

O bate papo está bem interessante e esperamos que vocês aproveitem a leitura.

Quais são hoje as maiores dificuldades que os atores enfrentam hoje no Brasil?

Eu sinto que é o decidir sobre o que falar em cena. As pessoas estão muito soltas, sem foco, sem determinação, esperando cair do céu. Ser famoso é uma premissa, mas sabemos que o prestígio é o que perdura. Temos uma política cultural nula, leis que ajudam, mas que os empresários, os donos do dinheiro não confiam por tantas falcatruas apresentadas pela mídia. Então fica difícil você conseguir ter credibilidade no mercado para captar um patrocínio e poder colocar seu projeto em cena.

Nesse sentido, o apoio das empresas a peças de teatro é extremamente importante. Como você percebe este engajamento?

Vai muito do presidente da empresa; se ele for um cara de visão mais global, a qual a cultura faz parte da educação, você acertou na mega sena! O querer aparecer hoje é perigoso. A confiança entre patrocinador e patrocinado tem que ser de 100%. Só assim ambos conseguem um resultado de sucesso.

Como será o futuro na visão de Eduardo Martini?

Eu sou um otimista por natureza. Tudo pode mudar no segundo seguinte e, por isso, tem que apostar, tem que meter as caras, tem que escutar a sua intuição, seu subconsciente e colocar em prática tudo que você quer. É como o ar que você respira: tem que acontecer!

O que todos estes anos de carreira ensinou para você?

Que a pressa é ótima companheira! Risos. O mundo gira numa velocidade absurda, você pensa aqui, joga seu pensamento para o universo e, se alguém pegar você, dançou! Então, bora correr.

Qual o papel que você adoraria fazer, mas ainda não teve a oportunidade? Por quê?

Quero fazer Shakespeare. Qualquer personagem que esse “monstro” da dramaturgia escreveu. Mas quero fazer com um ar moderno, mostrar para as pessoas que Shakespeare não é um autor inatingível, ele é popular.

Como é Eduardo Martini quando as luzes se apagam e as cortinas se fecham?

Um cara com olheiras [risos], mas muito feliz. Desmonto meu canário, guardo meus figurinos e sigo para jantar com alguém, para fazer novos planos. Amo minhas plantas, minha casa arrumada, meus amigos e principalmente minha família. Estou sempre a postos para poder interagir com eles.

Foco para um ator é um imperativo. Qual a técnica que você usa para se manter concentrado?

Paixão. Amor ao que eu faço. Responsabilidade com o todo. Cutucar o espectador e fazê-lo pensar. 

Você tem dado palestras em eventos e no universo corporativo sobre fama, sucesso e felicidade. O que te motivou a falar sobre estes assuntos?

Dividir com qualquer pessoa o que o universo me deu. Não sou perfeito, mas sei que melhorei muito quando descobri a diferença entre sucesso e fama. Hoje é imprescindível saber esta diferença.

O que é sucesso e felicidade para você?

Sucesso é resultado do seu trabalho. Felicidade é você ter saúde.

Qual a mensagem que você gostaria de deixar para os leitores do blog Oribá?

Acreditem na força positiva do universo. Ele te aproximara de pessoas que junto com você mudam a história. Sem chantagem emocional, foi o que aconteceu comigo e com o Rodrigo Cândido [sócio-diretor da Oribá]. 

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