Trabalhar dá trabalho. Não se iludam

Mais do que meramente apresentar um jogo de palavras capaz de intrigar, o título deste artigo visa, desde o primeiro instante, demonstrar ao leitor que não existe “perfeição” no que é imperfeito. É sabido que o ser humano está naturalmente “fadado” a evoluir, mesmo que esta tal evolução pareça mais uma “regressão” aos olhos de outras pessoas. Em outras palavras, você pode até ter o emprego dos sonhos e ser muito feliz nele, mas certamente não o verá como ideal eternamente. E não só porque “trabalhar realmente dá trabalho”, mas porque prioridades/necessidades mudam – e mudam sempre. 

Sem falar ainda que as complexidades emocionais que pairam sobre nós – e, sobretudo, dentro de nós – colocam por terra o amor eterno, por assim dizer, a uma atividade profissional qualquer.

Isso quando a própria empresa não deixa de oferecer aquilo que motivava tanto no início. Acontece, oras! Somos instáveis por natureza e sabemos que o que foi bom ontem provavelmente não é tão bom hoje e tem tudo para se tornar pior amanhã. Ou não. Afinal, não paramos de pesar aquilo que nos cerca e de tirar novas conclusões para cada velha situação.   

E claro que é impossível falar desse assunto sem lembrar de Abraham Maslow e de sua conhecida “Hierarquia das Necessidades Humanas” ou “Pirâmide de Maslow. Segundo o estudioso, nossas ações e percepções são resultados de estímulos internos e externos, além de estarem balizadas em necessidades. Dentre as cinco principais, ele lista, respectivamente: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Em suma, essas necessidades seguem essa hierarquia, mostrando que as pessoas só priorizam algo depois que todas as prioridades anteriores (mais “importantes”) já foram atendidas.

Quais necessidades nós temos no trabalho?

A resposta pra essa pergunta depende muito do que cada um já conquistou e o que surge como a próxima necessidade/prioridade a partir de então. Em suma, o que te faz feliz até a página seguinte? A “Pirâmide de Maslow”, por que não, pode balizar uma nova hierarquia de necessidades, aquelas específicas para quando estamos no trabalho. Dentre elas, necessidade de reconhecimento (por quem: empresa, gestores ou colegas?), necessidade de oportunidades de crescimento (promoções, aprimoramento pessoal etc.), necessidade de diversão (é o ambiente que faz você se sentir bem?) e por aí vai. Nesse caso, vale deixar bem claro, a ordem desses três pontos na pirâmide vai depender de cada um. 

Percebe os desafios que, sobretudo, as empresas têm pela frente? A verdade é que por melhor que sejam, estão bem longe de ser unânimes; e, mesmo entre aqueles funcionários por quem elas são aclamadas, uma hora esse amor todo pode acabar. Por isso que é tão importante não apenas acompanhar de perto as equipes, entender seus grandes anseios, mas sobretudo não deixar de promover ações internas (aquilo que denominamos endomarketing) para mantê-las próximas em seus momentos emocionais mais instáveis. 

Que não falte empatia corporativa. Que transborde perfeição - até a parte em que se dão conta que tudo aquilo não passou de ilusão. E não por que tenha sido ilusão, mas apenas porque a perfeição de cada um ficou pelo caminho.    



Previous PostNem tudo é notícia: estratégias bem elaboradas potencializam os resultados de divulgação
Next PostSeu presente é um “hoje” travestido de passado. Aceite
Comentários (0)
Deixe seu comentário